Bodas

Guabiruba, SC

Celso e Maria Kohler

O olhar do Nando esteve onde eu não estive e registrou o que, depois, meu coração sentiu.

Quando comecei a olhar essas fotos, meus olhos se encheram.

Talvez tenha sido pelo sorriso dos dois.
Pelo jeito de se olharem.
Pelo carinho.
Ou por aquelas mãos dadas que, sem dizer palavra alguma, disseram tanto para mim:

“Nós ainda nos escolhemos todos os dias.”

E fui passando pelas fotografias...

Vi a Maria entre suas flores, cuidando do seu jardim.
Vi o Celso com a mesma disposição cuidando dos animais, alimentando os peixes, tratando as galinhas.
Vi os dois juntos diante da gruta de Nossa Senhora Aparecida e outra coisa imediatamente veio ao meu coração: com fé, tudo é possível.

São 70 anos de casamento!

Eu não conheço tudo o que existe dentro desses 70 anos.
Não sei quantos dias foram fáceis e quantos exigiram muito mais deles.
Não conheço todas as alegrias, as dificuldades, as renúncias ou as escolhas feitas pelo caminho.

Mas sei o que essas fotografias me fizeram sentir:

o amor ainda existe!

E, apesar das adversidades da vida, ainda vale a pena acreditar nele.
Vale a pena olhar para duas mãos que envelheceram juntas e continuar desejando uma vida inteira ao lado de alguém.

Talvez por isso essa história tenha me tocado tanto.

O Nando esteve lá para vê-la de perto. Eu a encontrei depois, nas fotografias. E, de alguma forma, nós dois fomos presenteados pela história do Celso e da Maria.

Que privilégio encontrar uma história assim e poder levá-la também no coração.

Com carinho,
Débora.